RESUMO
O texto procura através dessas
possibilidades quase infinitas que são os jogos, analisar mais profundamente o
processo do conhecimento infantil. Buscou-se alguns subsídios que possam
auxiliar os professores a encontrar espaço na escola para o lúdico, o jogo, a
brincadeira. Construir o espaço, meios e tempo para que os educandos joguem na
sala de aula é ao mesmo tempo um desafio e um compromisso, considerando que em
nome da educação formal as crianças são monopolizadas cada vez mais cedo para
atividades pouco criativas e inteligentes. O lúdico na primeira série pode
trazer de volta o prazer de sonhar e aprender com liberdade e prazer. São muitos
os fatores que interferem para que este objetivo se torne real: o medo e
despreparo do professor, a estrutura conservadora da escola e a falta de teorias
que sustentem a idéia. Os jogos ganharam espaço na educação brasileira
impulsionados pelos ideais da Escola Nova e hoje conquistam cada vez mais
adeptos, que têm como fundamento teórico os pressupostos da pedagogia
sócio-interacionista. Com as diversas pesquisas e estudos realizados sobre o
tema, já não há mais dúvida de que os jogos têm importância fundamental para o
desenvolvimento físico e mental da criança, auxiliando na construção do
conhecimento e na socialização, englobando, portanto, aspectos cognitivos e
afetivos. É um importante instrumento pedagógico, nem sempre valorizado. Muitas
vezes, quando utilizado, é feito de forma aleatória, sem objetivos bem
definidos. Os jogos têm o poder de valorizar uma área quase sempre desprezada
pela escola: a intuição. Os jogos podem ser classificados em duas grandes
categorias: jogos de movimento e os sedentários, em que predomina a atividade
mental. Esses últimos são os mais utilizados nas salas de aula, pelas
professoras regentes. Os cursos de formação do magistério e pedagogia, não
ensinam o trabalho de forma lúdica. Os professores admitem que não sabem jogar
e, portanto, têm dificuldade em lidar com jogos em sala de aula. Esse é um
aspecto urgente que precisa mudar, além da falta de espaço para os jogos no
Plano Político Pedagógico das escolas.
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
1. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
2. AS ATIVIDADES LÚDICAS NA ESCOLA
2.1. Concepção histórica e social do jogo
2.2. Os jogos de Froebel a Piaget
3. O JOGO E O DESENVOLVIMENTO INFANTIL
3.1. A importância do jogo para a criança
3.2. O jogo como instrumento pedagógico
4. O JOGO NA ESCOLA
4.1. Como o jogo aparece na escola
4.2. É preciso definir objetivos
4.3. Formando o professor que saiba jogar
5. O JOGO NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO
5.1. O jogo como recurso pedagógico na alfabetização
5.2. Estilos de jogos
6. APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS DADOS
CONSIDERAÇÕES FINAIS
ANEXOS
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS